É preciso lutar contra o desaparecimento das abelhas

É preciso lutar contra o desaparecimento das abelhas

Há uma frase memorável de Albert Einstein que diz o seguinte: se um dia as abelhas desaparecerem, a humanidade só sobreviverá por mais 4 anos.

A máxima pode parecer exagerada, mas não é. Estes pequenos animais são gigantes na importância ecológica que exercem. Sobretudo por causa de seu intenso trabalho de polinização.

Pesquisas apontam que um terço de toda comida que ingerimos se beneficia da polinização das abelhas. No entanto, elas estão sim, desaparecendo. A população desses preciosos insetos decresce a cada dia. Diante disso, o que poderemos fazer para reverter esta situação?

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A importância das abelhas

Além de esforços individuais, é preciso realizar ações coletivas para institucionalizar mundialmente a proteção às abelhas.

Iniciativas como a proibição de pesticidas nocivos; a agroecologia; a criação e o resgate de abelhas em situação de vulnerabilidade e outras formas sustentáveis de proteção são indispensáveis.

Para se ter uma noção de como as abelhas são importantes, tome-se como exemplo a seguinte empreitada: nos últimos dois anos, cientistas mapearam a distribuição de todas as mais de 20 mil espécies de abelha pelo mundo.

No caso, o objetivo era monitorar e facilitar sua sobrevivência em um momento no qual esses insetos tão frágeis encontram-se ameaçados. O trabalho foi enorme. Para tal, milhões de arquivos foram analisados e aglomerados na construção de um mapa que define a presença das abelhas em todo o mundo.

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Algumas das conclusões do levantamento dão conta que esses insetos estão em maior número em regiões secas e temperadas. Além disso, verificou-se  que a baixa incidência de abelhas em florestas se deve ao fato de que árvores não são fonte de alimento para esses animais.

Foi traçada a estimativa que, atualmente, haja apenas 900 mil abelhas pelo planeta. Um número alarmantemente baixo, já que, mesmo em pequeno número, monitorá-las é uma tarefa custosa.

Assim, demonstra-se com mais evidência a importância de lutar pela proteção das abelhas e para a manutenção do equilíbrio ecológico, e comprova-se a necessidade de mais estudos como esse.

Trata-se de um exemplo de esforço institucional pelo bem dos insetos. Mas, individualmente, existem ações possíveis. Só que, primeiramente, temos de ter  consciência da função ambiental das abelhas. Vamos aos detalhes:

Abelhas na prática

Estes insetos são os agentes polinizadores mais eficientes da natureza, além de serem responsáveis pela reprodução e perpetuação de milhares de espécies vegetais. Isso gera alimentos, conserva o meio ambiente e mantém o equilíbrio dos ecossistemas. Estima-se que o valor econômico da polinização seja de 12 bilhões de dólares.

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Além do mais, a Organização das Nações Unidas levantou dados que apontam que 70% das culturas de alimentos depende das abelhas. Mas a eficácia delas não pára por aí! Ao transportar o pólen entre as plantas, elas garantem a importante variação genética das espécies para o equilíbrio dos ecossistemas e a reprodução das espécies. Ou seja, sem abelhas, não temos alimentos na mesa (seja vegetal ou animal) e muito menos oxigênio.

No Brasil, as plantações de maracujá, melancia, acerola e melão dependem 100% da polinização. Enquanto culturas de maçã, pêra, ameixa, pêssego, abacate, goiaba, girassol e tomate dependem de 40% a 90%. Para as culturas de café, canola, algodão e soja, estima-se que essa dependência seja de 10% a 40%.

Mas atenção, nos últimos anos, os apicultores perceberam a morte massiva de abelhas em apiários, após um grande número de espécies polinizadoras desaparecerem em um fenômeno chamado de “Síndrome de Colapso de Colônias“.

Os culpados

Eles são muitos. Para os especialistas os vilões são os pesticidas, o aquecimento global e desmatamento.

Este último, por exemplo, traz diversas consequências ruins. Para as abelhas, significa a perda de seu habitat e dos frutos que as alimentam, tornando difícil sua sobrevivência. Já o uso de químicos, como pesticidas e agrotóxicos, causa problemas na memória da abelhas, fazendo com que elas percam a habilidade de retornar à colmeia; razão esta que torna impossível para os apicultores encontrarem as abelhas desaparecidas.

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Do mesmo modo, quando as abelhas entram em contato com o veneno, elas perdem o senso de direção, e não conseguem retornar à colmeia. Quando elas transportam o veneno para a cadeia alimentar, isso pode causar câncer da tireóide em humanos, assim como outros quadros graves.

Enquanto isso, na China a situação já é mais que alarmante, e deu origem aos “humanos abelhas”: pessoas responsáveis por subirem em árvores para fazer o trabalho dos polinizadores extintos pelos agrotóxicos. Dá pra acreditar que já estamos nesse ponto e os esforços continuam pífios?

Ainda assim, ao contrário do que muitos imaginam, o problema não é somente a morte das abelhas. O seu desaparecimento pode desencadear uma reação em cadeia no meio ambiente que afetará cada ser vivo da natureza.

O que podemos fazer para evitar o desaparecimento das abelhas

A campanha “Sem Abelha, Sem Alimentos“, sugere os seguintes passos para aqueles interessados em como proteger as abelhas:

– Baixe o aplicativo Bee Alert

O aplicativo Bee Alert é uma plataforma de registro do desaparecimento ou morte de abelhas em apiários para fins científicos. Se você observar algo do tipo, é bom ter app em mãos para ajudar no monitoramento.

– Consuma produtos orgânicos

Dê preferência aos produtos orgânicos: são mais saudáveis por não conterem agrotóxicos, e não contaminam o meio ambiente em sua produção. Além de essa ser uma medida de apoio à produção local orgânica.

Assim como essa, outra iniciativa que favorece em muito as abelhas é a prática da agricultura regenerativa, modalidade apoiada pela Koobi e promovida pelo Instituto Nova Era, com sede em Ribeirão Preto. O INE, por exemplo, gere o desenvolvimento de vários sistemas agroflorestais em todos os biomas do Brasil.

Nas agroflorestas geridas pelo Instituto são incluídos apiários que convivem com o cultivo responsável e um habitat seguro e saudável para a fauna e flora nativas.

– Ajude a dar mais conforto às abelhas

Que tal espalhar flores pelo condomínio, casa, ruas? As abelhas gostam bastante de plantas aromáticas que dão flor, como margaridas, manjericão, orégano, girassol, hortelã, alecrim, dente-de-leão, tomilho, entre outras. Da categoria das árvores, elas gostam de goiabeira, jabuticabeira, abacateiro, lichia etc.

Elas também necessitam de um item essencial: a água. Mas, nesse caso, cuidado com o mosquito da dengue, faça a troca diária da água. Igualmente, é preciso prestar atenção à aplicação de inseticidas (mesmo os naturais) e algumas espécies de plantas que são tóxicas para as abelhas, que podem reduzir significativamente essas populações.

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– Lute pelos seus direitos

Não há dúvidas que todos nós temos o direito a um ambiente sadio. Entretanto, no Brasil existe o clima de permissividade com substâncias nocivas que já foram proibidas em várias regiões do mundo. Assim, é preciso uma mudança urgente nesse cenário.

Afinal, a sociedade civil, o elo mais prejudicado, tem de pressionar o debate para obter uma economia e política justas (isto pressupõe a sustentabilidade socioambiental) e democráticas, de modo que sejam implementadas técnicas de cultivo menos nocivas – e realizadas com o objetivo de alimentar a população, e não para serem usadas como commodities voltadas para o lucro de poucos.

Sem dúvidas, esse é um processo longo, mas se nos tornamos um enxame em favor das abelhas, é possível reverter o triste cenário que encaramos.

Para mais informações sobre a regeneração de ecossistemas e da diversidade ambiental, fique ligado no Facebook e Instagram  da Koobi, e consulte a Agenda Gotsch (clique aqui)

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