As redes sociais e a sua saúde mental

As redes sociais e a sua saúde mental

Com a colaboração de Thalita Mion 

Você dedica horas por dia  a aplicativos como Instagram, Tik Tok, Twitter, Facebook e Youtube? Começa por distração e acaba esquecendo do resto? Acontece com todo mundo. Mas embora seja um passatempo divertido, o uso excessivo das redes sociais tem sido associado a várias emoções negativas, como aumento da solidão, ansiedade e depressão, e pode chegar a afetar a saúde mental, especialmente de jovens.

As coisas de que você gosta, as que quer fazer, as que quer ter, suas opiniões, desejos e ambições – muito disso pode ser pautado pelo que você vê nas nessas mídias. Assim como as ansiedades e as frustrações por não conseguir atingir os ideais projetados na sua tela.

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Ninguém contesta o lado bom da sociabilização online. Especialmente nos dois últimos anos, em que enfrentamos o isolamento social físico e outras limitações impostas pela pandemia do Covid-19, as mídias sociais nos proporcionaram contatos, informações e diversão indispensáveis.

Hoje ficou difícil imaginar a vida sem esses recursos.

A última edição do Digital Global Overview Report, relatório publicado todos os anos pela plataforma de gestão de redes sociais Hootsuite, em parceria com a agência inglesa We Are Social, comprova aquilo que já sabíamos: sim, estamos totalmente conectados.

De acordo com a pesquisa, os brasileiros passam, em média, 10 horas e 08 minutos online.

Mas essas relações virtuais também podem ter um lado menos luminoso. Existe uma preocupação cada vez maior com os efeitos colaterais da dependência das redes sociais, e como elas podem afetar  a nossa saúde mental.

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Nada se compara à “magia” do Instagram

O risco mais recorrente é como os adolescentes, principalmente meninas, podem ser afetadas negativamente pela ideia do “corpo inalcançável” e da “beleza inatingível”.

Quando uma jovem é bombardeada constantemente por imagens esculturais de beldades que ela admira e com quem quer parecer, os resultados podem ser destrutivos. Baixa auto-estima, insegurança e depressão estão entre os efeitos possíveis da frustração por não conseguir atingir esse ideal projetado.

Mesmo pessoas mais maduras e experientes muitas vezes já se flagraram com um sentimento de inferioridade  e insucesso ao navegar pelas redes.  É incrível como essas infindáveis imagens de felicidade e beleza podem  perturbar nossa auto-confiança.

Todo mundo se compara com outras pessoas, mas ninguém é páreo para a magia do Instagram. Casas e famílias perfeitas, lugares paradisíacos, roupas e acessórios deslumbrantes e, claro, rostos e corpos de dar inveja até aos mais indiferentes.

Se isso acontece até com quem é sensato e traquejado, a experiência é muito mais intensa e perigosa para os jovens, que ainda estão em fase de desenvolvimento emocional.

Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook
Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, prestando depoimento

Um breve panorama atual

Nos últimos meses, o Facebook esteve presente nos principais noticiários. Não apenas devido ao “apagão” que afetou a maior rede social do mundo e todas as suas plataformas (Instagram, WhatsApp e Messenger) no início de outubro.

Uma polêmica mais séria envolve essa gigante da comunicação: sua relação com os próprios usuários. No começo deste mês, Frances Haugen,  ex-funcionária do Facebook prestou depoimento ao Senado americano.

O tema eram  as informações  confidenciais que ela vazou, sobre como a empresa privilegia os lucros acima da segurança e do bem-estar dos usuários. Segundo ela, a liderança do Facebook sabe muito bem o quanto as redes sociais podem impactar negativamente a saúde mental dos jovens. Mas prefere ignorar os riscos.

Durante a sessão, a engenheira da informação, que se autodefine como especialista em algoritmos, apontou diferentes indicativos que as redes sociais podem ser “tóxicas”.

Entre eles, ela apresentou dados internos que comprovam como as regras do Facebook favorecem as elites, como seus algoritmos promovem discórdia, e como a influência do Instagram pode ter efeitos negativos na saúde mental de adolescentes.

Expectativa e realidade, uma equação a resolver

Também de acordo com os relatórios divulgados, as comparações com o que o Instagram apresenta podem mudar a forma como as jovens se vêem e se descrevem.

Relatos pessoais que confirmam isso são feitos em todo o planeta, e tanto a frequência em que isso ocorre, quanto a intensidade desses efeitos espantam.

No Brasil, por exemplo,  Bianca Navarro, uma jovem brasileira de 15 anos, lançou  este ano um livro para ajudar outras jovens que lutam contra a anorexia. A adolescente revela que chegou a parar de comer e foi internada pesando apenas 38 quilos devido ao transtorno alimentar.

E conta que sua principal motivação para  não se alimentar era a obsessão em  conseguir ter o corpo das modelos e influenciadoras que seguia nas redes sociais.

É portanto fundamental  se distanciar da ilusão que as redes projetam. Não é à toa que as mídias sociais são hoje uma das principais ferramentas de propaganda e marketing.

Uma excelente amostra disso  foi dada recentemente pela influencer e musa fitness mineira Bella Falconi. Na sessão de perguntas e respostas do seu perfil  no Instagram, ela respondeu  a uma questão sobre sobre expectativas que as pessoas têm sobre o próprio corpo.

O questionamento da seguidora era o seguinte: “Malho, malho, malho, dieta, dieta, dieta, mas não consigo ter o corpo de vocês famosas”. Com uma simples, porém verdadeira resposta, Bella resumiu: “Você está usando o programa de Photoshop errado. É só baixar o programa certinho que vai dar tudo certo!

A resposta viralizou e até os “haters” (usuários que destilam comentários negativos na Internet sobre pessoas ou assuntos) aplaudiram.

Bella Falconi, musa fitness
Bella Falconi, musa fitness

Deletar ou proibir o uso das redes sociais não é a solução

Assim, para manter uma relação saudável com as mídias sociais, é também importante se informar sobre os potenciais efeitos negativos dessas redes.

Existem inúmeros estudos sobre o impacto das redes sociais no humor e na satisfação pessoal de mulheres jovens. As próprias pesquisas internas do Facebook confirmam que o Instagram pode intensificar os transtornos alimentares e pensamentos suicidas  em adolescentes.

Segundo os dados vazados por Frances Haugen, 32% das adolescentes que utilizam esta rede social afirmaram que o Instagram reforça sua insatisfação e mal-estar com o próprio corpo e as faz se sentirem ainda mais deprimidas.

A adolescência é um período de mudanças significativas no desenvolvimento, e os jovens têm uma capacidade limitada de entender  essas mudanças. São mais suscetíveis e vulneráveis, e por isso dependem muito de validação e apoio social.

Mas se por um lado as mídias sociais podem afetar negativamente, elas também têm um papel benéfico relevante.

A palavra-chave é, portanto, moderação. Proibir não é o caminho e nem irá ensinar nada a ninguém. Afinal, já é impossível pensar na vida sem o uso das redes sociais. Para os mais jovens, então, é algo inimaginável. Já faz parte integrante do nosso  estilo de vida e do nosso dia-a-dia.

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Focar nas emoções positivas

Um bom caminho para  combater os efeitos negativos da influência do Instagram e outras mídias,  é usá-las para manter e fortalecer as conexões com outras pessoas.

Porém, a seleção dessas pessoas faz toda a diferença…vamos seguir aqueles que nos inspiram, compartilham interesses semelhantes aos nossos e nos proporcionam um sentimento de pertencimento e de inclusão.

Não importa o motivo, no momento em que estar nas redes sociais começa a despertar sentimentos negativos é o momento de fechar a tela.

Pode ser porque seus post não estão recebendo tantas curtidas quanto você esperava,  ou porque você está achando que todo mundo parece muito mais feliz, rico e bonito que você. Ou porque você não consegue acompanhar o pique social ou esportivo das pessoas que você segue.

Tanto faz. Você tem o poder de sair dessa espiral. Quando as redes começarem a por você pra baixo, é hora de desconectar e fazer outra coisa.

A gente também nem sempre pensa que  pode controlar o que aparece no nosso feed. Se as postagens de certas pessoas fazem você se sentir negativo sobre si mesmo de alguma forma, então definitivamente clique no botão “parar de seguir”.

Eliminar contas tóxicas pode ser uma coisa muito simples, mas é poderosa!

Muitos profissionais da saúde e da educação estão se dedicando ao impactos das redes sociais sobre a saúde mental. Eles identificam os impactos negativos do uso dessas mídias  e  ajudam as pessoas que são afetadas por eles. A própria Internet está cheia de informações sobre isso.

Se você sente assim, e acha que não está conseguindo sair dessa sozinho, busque ajuda!

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