A volta às aulas com o Covid-19

A volta às aulas com o Covid-19

A recente estabilização da média móvel de mortes pelo coronavírus no Brasil não chega a ser um grande alívio. O número de pessoas infectadas no país já está perto de 5 milhões, e a vacina ainda demora. Com certeza, essa pandemia de Covid-19 não é um cenário animador para mandar filhos menores de volta às aulas. É natural que pais de crianças e adolescentes estejam confusos e preocupados.

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Assim mesmo, vários colégios particulares já estão retomando a rotina. Enquanto isso, os pais dos alunos se perguntam se o momento já é seguro para mandar os filhos para a escola.

De fato, não é uma decisão fácil. O período da campanha do home office, que recomendava que todos os que pudessem trabalhassem de casa, já acabou. E  muitos pais e responsáveis tiveram que voltar para o trabalho presencial, sem ter com quem deixar os filhos.

Além disso, nem todos estão dispostos ou preparados para ser dublê de professor e acompanhar as crianças nas aulas online. O que, em muitos casos, ficou indispensável para garantir que os alunos assistam ao programa escolar diante do computador doméstico sem se distrair.

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Sem falar que grande parte da população brasileira não tem nem sequer acesso à Internet, e ainda menos a computador em casa.

É difícil manter esse esquema exigente, e ainda por cima controlar as crianças em casa o resto do tempo.

Mas se a outra opção é reabrir as escolas, como fazer isso com segurança? Ninguém ainda trouxe uma solução definitiva.

Protocolos para garantir um ambiente seguro

O  MEC, ministério da Educação e Cultura, deixou o momento de retorno às aulas a critério dos estados e municípios.   No entanto, ainda não determinou quais são exatamente as normas e padrões que todas as escolas devem seguir.

Assim, até que se estabeleçam as regras oficiais, o que se pode fazer é tentar garantir que as redes de ensino pública e privada sigam um certo protocolo de boas práticas.

Pelo menos, obedecendo a essas adaptações e procedimentos, já dá oferecer  um ambiente minimamente seguro para os alunos e, consequentemente, para as suas famílias.

Sem dúvida, o primeiro ponto é a higienizar sempre todos os ambientes e equipamentos.

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Mas além de tudo, é fundamental focar no comportamento:

As práticas essenciais

  • Crianças mais velhas e adolescentes devem usar máscara
  • Todo mundo deve lavar as mãos a cada duas horas, e obrigatoriamente, assim que tossir ou espirrar
  • Ao espirrar ou tossir, tem que cobrir o nariz e a boca com o antebraço ou com lenço descartável – e não com a mão!

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  • Depois de usar lenço de papel ou umedecido, é preciso jogá-lo na lixeira imediatamente
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca
  • Praticar ao máximo o distanciamento: essa é a regra mais difícil de impor para crianças e adolescentes, considerando que a proximidade e o contato físico são parte integrante das suas relações com amigos e colegas. Vai requerer muita supervisão!

 

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  • Não compartilhar alimentos, copos, garrafas, toalhas, brinquedos, celulares e objetos escolares como lápis, caneta, borracha, bem como objetos de uso pessoal
  • Não utilizar o parque ou brinquedos de uso coletivo da escola

Certamente, professores e coordenadores vão ter trabalho dobrado reforçando o novo comportamento…

Estudo mostra que escolas oferecem menos riscos

Além do constante monitoramento, os supervisores escolares ainda devem observar a temperatura dos alunos e funcionários ao chegar à escola, e repetir a operação diversas vezes. De preferência, a cada duas horas.

Quem apresentar temperatura acima de 37,8°C, deve voltar para casa. Se for um aluno, ele deverá ser logo isolado em ambiente arejado, e um responsável deverá vir buscá-lo imediatamente.

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Da mesma forma, alunos e funcionários que apresentarem febre só devem retornar à escola depois de se submeter ao teste do Covid-19 e, claro, receber resultado negativo.

Do lado bom, um estudo australiano, que a revista científica The Lancet Child & Adolescent Health publicou esta semana, sugere que antes da quarentena, as escolas não foram grande foco de infecção de coronavírus. Em um total de 7,7 mil instituições analisadas, apenas 25 escolas registraram casos — ou seja, menos de 1%.

O risco de contaminação entre as crianças é pequeno. A situação é mais preocupante para professores e funcionários. Eles representam  apenas 10% da população escolar, mas até agora responderam pela grande maioria dos casos de Covid-19 registrados em escolas.

Outras precauções

Por isso mesmo, os protocolos de segurança são mais severos para os profissionais. Eles devem usar máscaras, luvas e toucas descartáveis, e sempre que possível, protetores faciais (face shields), jalecos ou aventais, e trocá-los com frequência.

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Outra coisa importante vai ser monitorar os casos de Covid-19 nas casas dos alunos. Aqueles que tiverem casos de infecção na família deverão ficar de quarentena até o final  do período de contaminação.

Assim também, alunos que viajaram ou que convivem com pessoas que viajaram para locais com grande incidência de casos,  devem ficar em casa. O mesmo se aplica aos que têm pessoas dos grupos de risco na família.

De fato, vai ser necessário um período de adaptação considerável, porque estamos falando numa mudança radical de padrões.

Se já não é fácil para os países super desenvolvidos voltar às aulas com o Covid-19, vai dar muito trabalho no Brasil, onde as desigualdades sociais e culturais são severas. Por isso mesmo é que o debate vai se estender até que o controle da pandemia seja definitivo.

Que venha logo essa vacina!

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